Assista esse video ,ele foi escrito por Hirsi Ayaan Ali que tambem escreveu o livro Infiel que relata a vida da mulher mulssumana em detalhes.
http://www.youtube.com/watch?v=agBqsxXg4NE&feature=youtube_gdata
A filmagem e exibicao desse Curta Metragem custou a vida de Theo Van Gogh.
Abaixo a escritora descreve o que o video mostra.
Quando comecei a escrever o roteiro do filme, decidi usar o
formato de oração para criar o diálogo com Alá. Imaginei uma mulher
postada no centro de uma sala. Nos quatro cantos, quatro mulheres
apresentavam versículos restritivos do Alcorão. A do centro estava
velada, mas seu véu era transparente na frente, opaco atrás. A
transparência era necessária porque desafiava Alá a olhar para a Sua
criação: o corpo da mulher. No seu tronco estava escrito o primeiro
versículo do Alcorão, o Sura Fatiha, ou surata da "Abertura", que todo
maometano recita em primeiro lugar a cada oração:
Em nome de Alá, o Clementíssimo, o Misericordiosíssimo.
Louvado seja Alá, Senhor do Universo, o Clementíssimo, o
Misericordiosíssimo, soberano do Dia do Juízo! Só a Ti adoramos e só a
Ti imploramos ajuda! Guia-nos à senda reta, à senda dos que
agraciaste, não à dos abominados, nem à dos extraviados.
A mulher observava as regras da oração: ficava de cabeça baixa,
os olhos fitos no tapete em que ia pôr a cabeça ao se pros-trar para
exprimir obediência total. Mas, depois de recitar o Sura Fatiha, fazia
algo inusual: erguia a cabeça. A câmera mostrava uma panorâmica da
primeira mulher, que contava a Alá que ela tinha obedecido a todas as
Suas injunções, mas agora jazia no canto, sangrando. Apaixonara-se e
por isso tinha sido açoitada. E concluía com muita simplicidade:
"Nunca mais me submeterei".
Outra mulher tinha asco pelo cheiro do marido. Obrigada a se
casar, agora era forçada a se submeter sexualmente a ele, pois o
Alcorão dizia: Quando tuas esposas se tiverem purificado, podes delas
te aproximar de qualquer modo, a qualquer hora, em qualquer lugar. A
terceira mulher era espancada pelo marido pelo menos uma vez por
semana: Quanto às mulheres das quais temes deslealdade e má
conduta, adverte-as, açoita-as e bane-as a camas separadas. A quarta
era uma menina que vivia enclausurada em casa.
Estuprada pelo tio, estava grávida; seria punida por ter tido
relações sexuais fora do casamento.
Intitulei o filme Submissão: primeira parte porque a sujeição ao
islã causava muitos outros tipos de sofrimento. Encarava-o como o
primeiro de uma série de filmes discutindo a relação se-nhor-escravo do
indivíduo com a divindade. Minha mensagem: o Alcorão era um ato do
homem, não de Deus. Deveríamos ter liberdade de interpretá-lo;
deveríamos ser autorizados a aplicá-lo de diversos modos à época
moderna em vez de executar um doloroso contorcionismo na tentativa
de recriar as circunstâncias de um passado remoto e horrendo. Minha
intenção era libertar a mente muçulmana de modo que as mulheres —
assim como os homens — fossem mais livres. Os homens também eram
obrigados a obedecer a leis desumanas.