domingo, 30 de maio de 2010

Assista esse video ,ele foi escrito por Hirsi Ayaan Ali que tambem escreveu o livro Infiel que relata a vida da mulher mulssumana em detalhes.



http://www.youtube.com/watch?v=agBqsxXg4NE&feature=youtube_gdata


A filmagem e exibicao desse Curta Metragem custou a vida de Theo Van Gogh.

Abaixo a escritora descreve o que o video mostra.

Quando comecei a escrever o roteiro do filme, decidi usar o


formato de oração para criar o diálogo com Alá. Imaginei uma mulher

postada no centro de uma sala. Nos quatro cantos, quatro mulheres

apresentavam versículos restritivos do Alcorão. A do centro estava

velada, mas seu véu era transparente na frente, opaco atrás. A

transparência era necessária porque desafiava Alá a olhar para a Sua

criação: o corpo da mulher. No seu tronco estava escrito o primeiro

versículo do Alcorão, o Sura Fatiha, ou surata da "Abertura", que todo

maometano recita em primeiro lugar a cada oração:

Em nome de Alá, o Clementíssimo, o Misericordiosíssimo.

Louvado seja Alá, Senhor do Universo, o Clementíssimo, o

Misericordiosíssimo, soberano do Dia do Juízo! Só a Ti adoramos e só a

Ti imploramos ajuda! Guia-nos à senda reta, à senda dos que

agraciaste, não à dos abominados, nem à dos extraviados.

A mulher observava as regras da oração: ficava de cabeça baixa,

os olhos fitos no tapete em que ia pôr a cabeça ao se pros-trar para

exprimir obediência total. Mas, depois de recitar o Sura Fatiha, fazia

algo inusual: erguia a cabeça. A câmera mostrava uma panorâmica da

primeira mulher, que contava a Alá que ela tinha obedecido a todas as

Suas injunções, mas agora jazia no canto, sangrando. Apaixonara-se e

por isso tinha sido açoitada. E concluía com muita simplicidade:

"Nunca mais me submeterei".

Outra mulher tinha asco pelo cheiro do marido. Obrigada a se

casar, agora era forçada a se submeter sexualmente a ele, pois o

Alcorão dizia: Quando tuas esposas se tiverem purificado, podes delas

te aproximar de qualquer modo, a qualquer hora, em qualquer lugar. A

terceira mulher era espancada pelo marido pelo menos uma vez por

semana: Quanto às mulheres das quais temes deslealdade e má

conduta, adverte-as, açoita-as e bane-as a camas separadas. A quarta

era uma menina que vivia enclausurada em casa.

Estuprada pelo tio, estava grávida; seria punida por ter tido

relações sexuais fora do casamento.

Intitulei o filme Submissão: primeira parte porque a sujeição ao

islã causava muitos outros tipos de sofrimento. Encarava-o como o

primeiro de uma série de filmes discutindo a relação se-nhor-escravo do

indivíduo com a divindade. Minha mensagem: o Alcorão era um ato do

homem, não de Deus. Deveríamos ter liberdade de interpretá-lo;

deveríamos ser autorizados a aplicá-lo de diversos modos à época

moderna em vez de executar um doloroso contorcionismo na tentativa

de recriar as circunstâncias de um passado remoto e horrendo. Minha

intenção era libertar a mente muçulmana de modo que as mulheres —

assim como os homens — fossem mais livres. Os homens também eram

obrigados a obedecer a leis desumanas.

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